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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O limite da liberdade

             A liberdade de expressão tem sim um limite que não deve ser ultrapassado. Esse limite é quando se fere a crença, religião ou modo de viver de uma segunda pessoa. Essa liberdade se refere ao direito de manifestar livremente opiniões, idéias e pensamentos. Há uma enorme diferença em expor uma opinião e depreciar a cultura alheia.
Devem-se respeitar os limites éticos, morais, sociais e familiares. Como no caso da revista satírica francesa Charlie Hebdo, que ultrapassou esse limite. Seus artigos desmereciam valores cristãos, islâmicos, judeus além de injuriar outras culturas. A ofensa terminou com o assassinato dos editores. Uma charge não pode justificar um ataque violento, mas a liberdade de expressão não pode ser mais forte do que o direito a não ser ofendido. 

O direito de uma pessoa termina quando o da outra começa. Por isso para construir uma sociedade harmoniosa é necessário o respeito entre as diversas culturas do planeta. Sem que haja ridicularizarão de uma determinada cultura.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

O Progresso compensa


         De acordo com o U.S. Census Bureau (o IBGE dos EUA), a expectativa média de vida no começo do século 20 era de 47,3 anos. Um século mais tarde, esse número cresceu para 77,85 anos, devido em grande parte ao desenvolvimento de vacinas e de outros tratamentos para doenças mortais. Em meados do século XX foi desenvolvida a máquina coração-pulmão. Ela fornece um meio artificial de se manter a circulação sanguínea, mantendo o paciente vivo enquanto o cirurgião opera o coração parado. Essa técnica, chamada de circulação extracorpórea, tornou as cirurgias cardíacas praticamente rotineiras, incluindo a substituição de válvulas cardíacas e a revascularização do miocárdio. Grandes esforços foram feitos para o desenvolvimento de próteses que pudessem substituir membros perdidos. Atualmente, materiais avançados, como fibra de carbono, plásticos e metais de alta tecnologia, permitem que os pesquisadores criem dispositivos operados por eletrodos conectados aos músculos.
A expansão do comércio mundial, na segunda metade do século XX, ocorreu em função dos avanços tecnológicos na área dos transportes e das comunicações. Tal fato permitiu a redução das distâncias entre as regiões, à diminuição do tempo de deslocamento e o aumento individual de cargas. As telecomunicações possibilitam contatos instantâneos entre os órgãos do governo, empresas, organizações não governamentais, além da troca de informação entre os cidadãos de um país ou destes com os de outros países.
Porém, um estudo divulgado no ano passado pela International Stress Management Association (Isma-BR) aponta que cerca de 70% dos brasileiros são vítimas do estresse, que os especialistas consideram a doença do século 21. Mas o artigo diz também que se houver controle da doença, a pessoa não terá danos.
Isso se compara às doenças dos séculos passados? Como a epidemia de Cólera, uma doença intestinal caracterizada por diarreia intensa e desidratação. Os efeitos da doença eram muito rápidos. Muitas pessoas que acordavam se sentindo bem morriam antes de terminar o dia. Não existia cura conhecida. Só no só no Rio de Janeiro matou 3.540 pessoas, 6.536 pessoas em Londres, vinte mil em Paris. Sem mencionar a Peste Negra que dizimou 1/3 da Europa. Enquanto que para prevenir o estresse só é necessário adaptar bons hábitos: eliminar procrastinação, comer alimentos saudáveis, exercitar-se, organizando seu tempo, buscando um equilíbrio entre trabalho e lazer.



quinta-feira, 19 de março de 2015

Eclipse

O trágico desses dias é que eles se acumulam como camadas cada vez mais sombrias e sangrentas de dentro pra fora.
Assim como aqueles túneis escuros e profundos que parecem ter uma parede de tijolos bloqueando a saída. Por que temos que nos adaptar as pessoas? Talvez esse seje meu maior problema eu não me adapto as pessoas e tenho sonhos rebeldes. O que preciso é encontrar uma maneira de sair disso e como todos aqueles problemas que a princípio parecem insolúveis estou afundando nele e me afogando.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Grafado nos Luzeiros

Às vezes as coisas acontecem por um porquê específico. Será? Obra de um ato maior que já foi escrito a muito tempo numa dessas páginas velhas e amareladas. Eu acredito que as  coisas assustadoras acontecem quando a gente menos espera, mas as maravilhosas também. Como daquela vez que era lua cheia e a janela mais parecia uma porta para o espaço.
Passei muito tempo tentando achar o sentido ou a moral, se algo tremendamente bom te acontece não seria natural senti-lo vindo?  Mas a existência da surpresa faz com que o ato em si seja ainda que pequeno, especial. Prefiro ver que fazemos sim nosso próprio destino, mas que na verdade já era algo concreto, feito pra acontecer. Digo isso porque as situações dão reviravoltas e terminam em desfechos que nem em Atlântida se sonha em noites de verão.
Mas não há motivo para pânico é só um jeito do Universo de mostrar que somos histórias entrelaçadas e que no final formamos um mosaico ou um vitral reluzente. Algumas coisas tem que nos acontecer para que os vidros se encaixem e formem desenhos bonitos no vitral.

(dedicado à dama notável sem limites que me instigou a conhecer a AHS)

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Alvorecer Boêmio

Não deveríamos desfrutar enquanto nossas faces são altivas e compostas? Deveríamos descomeçar de trás para frente. E posso afirmar que é o que fazemos, pelo menos os que tem consciência de que voltaremos abraçar a terra. Mas depois desse tempo, não tenho medo do suposto fim. Porque é apenas a próxima aventura.
Vamos regar nossas noites depressivas com uma bebida forte boa para não desperdiçar nossos rostinhos bonitos. Subir em telhados na meia noite e ver a Lua ou se a noite não tiver a Lua ver o céu escuro mesmo. É o que fazemos. Não nego. Por que nessa idade madrugadas mal dormidas são sinônimo de reflexões antiquadas mais que nos tornam o que somos ou seremos um dia.

sábado, 24 de janeiro de 2015

A Solidão das Luzes

Quem não juraria solenemente depois daquela controvérsia? Tudo que me vem a mente agora é fazer um silêncio profundo recair por sobre.
Aparentemente a América fica um tantinho mais longe.
Meu único princípio era que os ricochetes não acertassem inocentes.
Dizem que é a rebeldia da juventude, mas não é nada mais que o encontro do eu verdadeiro, sem culpa.
Obrigado pela tragédia, preciso disso para minha arte.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Veraneio Irrevogável

Há algum tempo, no escuro de uma saleta de paredes rosáceas fiz um pequeno almejo em secreto de que o último verão dessa era fosse nada mais  do que memorável.
Tudo estava prestes a trocar incansavelmente de lugar e meu humilde desejo era de que essa última hora de inocência se apresentasse digna.
Mas não foi o que aguardei nem a 53 milhas de distância. Foi incrivelmente surpreendentemente melhor.
Amizades saíram de fendas inexplicáveis, laços sedosos e compridos deram um nó ainda mais firme. Antiguidades já  amadas entraram novamente em foco e as praias australianas parecem diferentes agora.
Além de ter finalmente lido aquela
história mágica e recebido agrados maravilhosos no décimo sétimo aniversário.
Mas uma das melhores coisas foi ter visto pela primeira vez um vagalume.