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terça-feira, 20 de outubro de 2015

O Progresso compensa


         De acordo com o U.S. Census Bureau (o IBGE dos EUA), a expectativa média de vida no começo do século 20 era de 47,3 anos. Um século mais tarde, esse número cresceu para 77,85 anos, devido em grande parte ao desenvolvimento de vacinas e de outros tratamentos para doenças mortais. Em meados do século XX foi desenvolvida a máquina coração-pulmão. Ela fornece um meio artificial de se manter a circulação sanguínea, mantendo o paciente vivo enquanto o cirurgião opera o coração parado. Essa técnica, chamada de circulação extracorpórea, tornou as cirurgias cardíacas praticamente rotineiras, incluindo a substituição de válvulas cardíacas e a revascularização do miocárdio. Grandes esforços foram feitos para o desenvolvimento de próteses que pudessem substituir membros perdidos. Atualmente, materiais avançados, como fibra de carbono, plásticos e metais de alta tecnologia, permitem que os pesquisadores criem dispositivos operados por eletrodos conectados aos músculos.
A expansão do comércio mundial, na segunda metade do século XX, ocorreu em função dos avanços tecnológicos na área dos transportes e das comunicações. Tal fato permitiu a redução das distâncias entre as regiões, à diminuição do tempo de deslocamento e o aumento individual de cargas. As telecomunicações possibilitam contatos instantâneos entre os órgãos do governo, empresas, organizações não governamentais, além da troca de informação entre os cidadãos de um país ou destes com os de outros países.
Porém, um estudo divulgado no ano passado pela International Stress Management Association (Isma-BR) aponta que cerca de 70% dos brasileiros são vítimas do estresse, que os especialistas consideram a doença do século 21. Mas o artigo diz também que se houver controle da doença, a pessoa não terá danos.
Isso se compara às doenças dos séculos passados? Como a epidemia de Cólera, uma doença intestinal caracterizada por diarreia intensa e desidratação. Os efeitos da doença eram muito rápidos. Muitas pessoas que acordavam se sentindo bem morriam antes de terminar o dia. Não existia cura conhecida. Só no só no Rio de Janeiro matou 3.540 pessoas, 6.536 pessoas em Londres, vinte mil em Paris. Sem mencionar a Peste Negra que dizimou 1/3 da Europa. Enquanto que para prevenir o estresse só é necessário adaptar bons hábitos: eliminar procrastinação, comer alimentos saudáveis, exercitar-se, organizando seu tempo, buscando um equilíbrio entre trabalho e lazer.