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domingo, 7 de dezembro de 2014

Fenestra Luzente

Na calada das onze às duas da madrugada, quando geralmente se está quieto, confortável e escuro, sempre me via parada na entrada do quarto vazio. Algumas vezes em meio a uma neblina sombria, outras no calor da liberdade, parava no portal e olhava através do vidro uma janela acesa, uma única solitária janelinha iluminada naquele prédio cinzento.

Há uma donzela de tenra idade tentando olhar a si para saber quem é, usando a nostalgia das primeiras horas, ela rabisca numa folha manchada sem realmente olhar para o desenho.

Há um master primaveril deslocado lançado por sobre uma poltrona com uma garrafa de qualquer coisa se perguntando o que faz no mundo.

Por que na verdade mais nívea ninguém realmente sabe o que fazer com a própria vida.


Ou apenas há uma luz com mau contato.



O que importa é que de algum modo quando olho para aquela janela acesa por um motivo inexplicável não me sinto sozinha. É reconfortante olhar aquele ponto de luz na alameda silenciosa. É esperança.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A Teoria dos Sonhos Idílicos

Eu sempre acreditei  na teoria do mundo pronto, ele já está aqui quando você chega e ainda vai estar aqui quando você o deixar. O que acontece é que não é porque ele é como é que temos de segui-lo.
Já crescemos com as teorias todas as prontas sem espaço para criar as nossas próprias, mas o que é difícil de chegar é: há um milhão incrível de teorias esperando para serem formadas.
É por isso que há uma escolha, ou aceita o quão ruim é, ou faz melhor por si.
O que é preciso para viver?
Quem foi a excelente criatura que exclamou: “É necessário que tenhas muito níquel para chegar ao perfeito estado de espírito.” Bem, alguém disse, porque é o que 90% do planeta acredita.
              
  Será que é por isso que todos nunca são plenamente felizes? Porque estão ocupados com seguir padrões estéticos, arrecadar níquel o quanto possível, ser algo que não querem ser para impressionar um personagem de quem não gostam. Quem precisa de padrões, níquel, linhas, cercas, limites, paredes?
Tudo o que temos no final do dia é o que somos.
Trazer o que amamos para perto.

Portanto, tudo que eu quero no final do meu dia é;
-Um lugar de descanso
- Um extraordinário volume
-Um festim ambrosíaco
-A divindade Única
-Accidentally Love (Counting Crowns)


Porque me disseram o que é preciso para ser brilhante, colorido, vivo... Mas eu decidi escolher por mim mesma.



sábado, 25 de outubro de 2014

A Epístola Anônima Imaginária


Eu me orgulho do que eu tenho me tornado. A maioria não tem nem se quer a decência de tentar fazer tudo conforme os caminhos que levam ao júbilo.  Há algumas horas desses dias intermináveis que quero simplesmente optar pelo nível fácil. Mas aquele incomodo no fundo do estomago me ataca e eu sigo na direção correta em obediência. 
                Infelizmente nasci como o que eu classifico como espírito livre nas mãos de um protetor, o que torna achar o eu verdadeiro de qualquer um, um tanto quanto difícil.
                Não sei porque discorro sobre este delírio, talvez seja porque estou me preparando, a hora do clímax não vai ser bonita eu lhe asseguro.
                Espero ter a coragem necessária para fazer o que precisa ser feito, só por meio destas ações é que finalmente o plano poderá ser posto em prática.
                Iremos à luta, poderemos perder algumas guerras, mas a batalha por nós vencida será escrita com ferro em brasa em meu coração.
O senhor estava certo, pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar transforma os homens em covardes.
 O desconhecido nos aguarda.
 Que Deus nos ajude.




segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Volátil

Não é a toa que até a Lua fica entediada e tem quatro fases. Todas as pessoas de meia idade (e que tem bom grado) sabem que é imprescindível de haja extrema inconstância do ser de um pequeno humano jovem. Quando a espécie atinge certa idade, por volta dos 156 meses (em meses terráqueos claro), costuma ter um pequeno surto psicótico e começar a questionar os valores morais da sociedade.
No auge dos meus 202 meses de vida, ainda passo por essa incomoda e maravilhosa inconstância. Como ter mil e uma idéias ao mesmo tempo e não conseguir processar nem metade delas. É tão ondulatório que é possível sair do estado depressivo à alegria plena em dois flashes de luz ultravioleta.
Às vezes durante noites estreladas ou muito cheias de negro, fico imaginando como deve ser passar 24h inteiras com o mesmo estado de espírito. A inconsistência é algo duro de conviver, num minuto ama o amarelo, no outro a cor te contorce de enjôo. Mas é uma capacidade incrível, afinal não é apenas o humor que muda, mas também as opiniões. Sempre acrescentando uma informação nova.  O quão ruim deve ser ter a mesma opinião o resto de nossos curtos 1200 meses? (1200 com sorte).  
Sinceramente, gostaria de manter esse espírito (esse que de vez em quando pulsa no fundo do seu ventrículo). Afinal se a ascensão é agora, seria uma pena terminar com um ridículo e pertinente: então eu cresci.   

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A Conveniência do Vínculo


Aquela sensação maluca de quando você sabe que não está sonhando, mas mesmo assim não consegue acreditar no que vê. Foi assim quando aquele estranho, que prometia a mudança de nossas vidas se foi. Eu não sabia absolutamente nada sobre ele, mas o choque me fez parar e repensar tudo.
                Eu o havia visto um dia antes e isso fez o choque duplicar a ponto de quase poder se esgueirar para fora de mim.
                Era o típico problema nacional. Como num mundial em que todos defendem a nação e temos aquela breve sensação de união. De que somos parte da mesma coisa. Aquela morte eventual nos trouxe isso à tona naquela quarta-feira. (porque as pessoas insistem em morrer em quartas feiras?) Porque no fundo tudo que queremos na vida é fazer parte de alguma coisa, qualquer coisa.
                Naquela hora, não tínhamos times, cor, raça, sotaque, pobre, rico, etc. Por nem que fosse um quarto de hora, éramos a mesma coisa e agíamos como tal.
                As dificuldades e tragédias unem as pessoas. Por mais mórbido que seja é a verdade. Enquanto estamos afundados em um problema que ambas as partes se afetam, há unidade, superamos valores morais por isso. Quando resolvido, voltamos a ver o que nos tornava tão diferentes.

                Eu tenho uma teoria. Precisamos uns dos outros para isso, para superar problemas. É um senso de auto preservação, ligamos o estado “coletivo” como os animais. (no fundo temos idéias apenas um pouco mais evoluídas, mas de menos conceito). Farei uma ligação estranha. Os contos de fadas acabam exatamente na parte de que tudo foi resolvido, em que não há mais conflitos entre a bruxa má e a mocinha. Porque depois disso, o que mantém os personagens unidos? Cada um fará seus felizes para sempre, sem o objetivo comum. Por isso a vida é exatamente como os contos de fadas, precisamos nos unir para derrotar bruxas más, mas é bom que o estado de perfeição não chegue, porque isso tronaria ajudar as pessoas inútil, o que levaria a gostar de pessoas inútil, o que tornaria inútil amar alguém.

sábado, 19 de julho de 2014

Aventuras à bordo da Bolha de Sabão

Eu não gosto do mundo real. Algumas pessoas chamam isso de ser “anti-social” eu chamo de ser feliz. Não é que eu não goste de conversar, sair e me divertir. Mas eu não gosto de conversar, sair e me divertir com pessoas. Pelo menos com as pessoas que eu não consigo manter uma conversa que não seja “ei, está frio hoje, não é?” para mim isso é inadmissível. Isso não é puxar conversa isso é “nossa que silêncio constrangedor, melhor eu dizer alguma coisa”. Por isso eu penso duas vezes antes de me meter em uma interação. As pessoas disparam olhares para mim talvez pensando em timidez, quando na verdade eu prefiro não discorrer sobre os aspectos climáticos do dia por pura obrigação de romper com o silêncio. Não sei dizer se isso já foi nomeado, mas eu sou claramente contra a: Iniciar conversas desnecessárias sobre temas insignificantes, ou, eu sou mesmo anti-social.  Também não me aproximo de pessoas que eu sei que tem algum gosto pessoal inconcebível pra mim, antes eu pensava que isso era cruel, hoje vejo que é muito reconfortante.
Sempre pensei que eu deveria ter certo grau de coleguismo com todos, no mundo todo. Nunca me atrevi a dizer “eu não gosto dela”. Mas como o relógio é o pai de todos os incertos, o correr do tempo me ensinou que não preciso dispor de tal sentimento e me atrevi a declarar: eu não gosto de *******. Baseava minhas preferências no politicamente correto, mas este foi desmoralizado em alguns pontos, pelo menos pra mim. O crescer nos leva a ver (ás vezes ) a manipulação, um dos piores males. Descobri-la leva-nos a certo desapontamento com um mundo que até parecia ter solução.

Prefiro o mundo seguro dos livros e coligados especiais.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Clepsidra Inconstante

As estrelas saíram, o tempo não parou
A infância foi muito bem enterrada, o tempo não parou
A escuridão sangrou-se,o tempo não parou
Inocentes fizeram alianças,o tempo não parou
Futuros foram decididos,o tempo não parou
A rede acolheu a bola, o tempo não parou
Madressilvas morreram, o tempo (quase) parou,

754 coisas aconteceram, o tempo não parou
Outras 754 irão acontecer e o tempo segue como sempre seguiu e sempre vai seguir
Essa é a certeza por mais obsoleta, macabra, estranha, difícil, bela, a verdade é essa.
Tudo acaba e recomeça, e o tempo continua correndo. Ele não para por ti. Ele não para por ninguém e é movido de memórias.


Turbilhão

Um dia perdido
Os mares verdes
O sentimento incerto
Uma rotina quebrada
Um amigo abandonado
Uma história a ser contada
Pressões malucas
Raiva vazando de um coração decidido
Desligue a humanidade
Não sinto nada
"Suspiro"
Prossiga
Não importa
Tudo explode de uma vez mas as emoções se foram quem se atenta?

segunda-feira, 16 de junho de 2014

A Realeza do Carbono 14

Um dia aquela ragazza de olhos curiosos que deveria talvez ter nascido na Renascença Italiana, disse para os tijolos claros de um dos agridoces castelos de Florença...

"Ás vezes pode-se escolher entre o caminho do anonimato e os rudimentares holofotes. Quando se é da realeza todos mostram admiração, não por se ser bom, mas porque convenceu a todos que é bom. Eu tive a chance de me sentar naquele trono dourado e vazio, mas não o fiz. Simplesmente porque sei -agora mais do que nunca- o que as abelhas pensam da abelha rainha. Hipócrita, fria e que sua vida é tão importante que a dos outros nem importa. Quem mais quer estar no topo é o menos indicado para isso. Não queria olhar no espelho e ver um rosto pálido de lutar por um trono todos os dias que ao invés de propagar os valores que sempre me achei no direito de reivindicar da realeza, esmaga-os sobre a curva das vontades individualistas ao extremo. Nestas quatro voltas do relógio não há mais barreiras entre mim e todos, foi o que fiz nos dias de inverno, lutar contra a vontade de domínio nata de um ser humano. Nada mais do que a aura-coroa que qualquer disgraziato pode reconhecer como auxílio não entrave. Porque a única justificação de poder absoluto... é a mente egocêntrica absoluta..."

Um pássaro cinza escuro chiou no alto da escada que levava a ala oeste e ela concluiu:

"Carbono e água almejando dominar carbono e água, o que importa ao final?"

Virou-se despreocupada e foi comer uma maçã.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O que Acontece Depois do Infinito

Flores Brancas. Margaridas? Não. Já tive clichês suficientes para duas vidas! Florzinhas brancas pequenas nas gramíneas escuras. Um lago límpido a oeste, ou seria um espelho? Se o bom senso não fosse algo extremamente valorizado, digamos que poderia realmente ser um espelho. O que haveria do outro lado do espelho? O que há do outro lado quando o Universo se finda? O Universo é infinito. Quão grande é o infinito? Ninguém voltaria vivo de uma viagenzinha à galáxia mais próxima. Na verdade não estaríamos vivos em 1/20.000 da ida. Parece solitário estar na Borda Ocidental, vinte milhões de anos de outra das incontáveis galáxias. Não chegamos nem na pontinha do iceberg do infinito, mas não nos impede de querer saber o que vem depois. Não gostamos de perguntas das quais não sabemos as respostas. Só sabemos lidar com conceito de base começo-fim. O que tem depois do fim é um mistério e essa é toda a graça! Todos amam um bom mistério! E que tal o maior mistério da humanidade? Sem nenhuma perspectiva de encontrar uma resposta! É por isso que é tão importante. Qual é a graça de descobrir a maior surpresa de todas? Prefiro ficar em  minhas especulações. A maior pergunta da humanidade, consegue imaginar a magnitude da resposta?


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Carta de um Astronauta Na Fronteira

Me chame de egoísta, me ignore, me perturbe com palavras mal feitas, meus olhos discorrem em lágrimas de fúria e sinto que elas são venenosas, meu coração bate sem ritmo obedecendo a angústia e ao excesso de algo que espero não ser ódio. Porque o politicamente correto é não sentir ódio, "é um sentimento desprezível o de odiar" diziam as supostas pessoas que não sentem ódio. Nada além de falsas verdades por trás do verdadeiro lunático que por mais que as situações apontem, não sou eu.

Me chame de egoísta, me ignore, me perturbe com palavras mal feitas, eu não sou diferente. Talvez seja. Por que me sinto culpado por ter falado em ódio? Mas é o que sinto, por que devo omitir? Para ser bom? Não sou bom. Todos tem dois lados de si, lado obscuro, lado límpido. Piedade de nossas almas para que o obscuro não nos tome o controle.

Me chame de egoísta, me ignore, me perturbe com palavras mal feitas, porque não sei o que é a vida, só sei que quero vivê-la.

"Ah o Pacífico, milhas de distância... olhe como o céu é turquesa, como as ondas vão e voltam no litoral translúcido."

Sou muito jovem para dar explicações plausíveis sobre meus devaneios.

Não me importa se sou chamado de egoísta, se me ignoram ou se me dizem palavras mal feitas, nasci para ser o que sou. Minha pequena mente voadora se alegra de poder admitir seu próprios sentimentos, está satisfeito em não sentir seu próprio ódio? Ótimo. Prossigamos a viagem.



terça-feira, 25 de março de 2014

Meu amigo/inimigo Pretérito Perfeito



O passado é assim mesmo, quando você pensa que já superou todo ele, BANG! Ele vem e te leva de volta, não tem como fugir dele, isso é apenas uma ilusão. “Você tem que deixar pra lá e seguir em frente” Claro que não. Agindo como se o passado não existisse, você apenas piora tudo quando ele vem te lembrar que sabe muito bem a rua que você andou. Ignorá-lo ou sufocá-lo não o fará desaparecer, aceitá-lo é o que torna tudo mais compreensível pelas nossas pobres almas evoluídas. Não posso apagar, mas posso escrever algo diferente a partir de agora. Que claro daqui a pouco tempo será ridículo quase tanto como o que não se pode apagar.  Mas eu também adoraria reviver momentos épicos que agora são propriedade do meu passado, eu posso revê-lo sempre, mas não revivê-lo, através dele eu consigo me lembrar quem eu sou, o que eu fiz e porquê eu fiz. Nele eu guardo todas as pessoas que marcaram a minha vida boas ou ruins, seria ótimo e assustador ver todas elas reunidas numa sala. Nós mudamos a todo o momento. E o passado serve de parâmetro para percebermos a mudança, notar a nossa evolução.  É maravilhoso reencontrar um velho amigo, te faz sentir parte de algo maior, somos apenas uma partezinha da teia emaranhada que são os nossos destinos, e mais, somos uma parte (grande ou pequena) a teia do amigo, assim caminha a humanidade, sem perceber, somos partes um dos outros, ajudamos a construir uns aos outros. Por isso eu acredito que somos um pouquinho de todas as pessoas que conhecemos na vida.

sábado, 15 de março de 2014

O Sentimento e a Beleza Vã

Não era a mais bela nem de perto nem de longe
E pela primeira vez sentia que não precisava ser
Era a com emoções mais conflituosas talvez
A noite era abafada e quente, mas nem chegava a atrapalhar a linha de pensamentos que ela esperava desde às sete
O mármore dos degraus na pele morna era quase reconfortante
Enquanto a luz pálida dos postes iluminava pouco a sua volta
A  conversa com o vão moreno de esperança não muito saudável fluía livremente sem esforço sem precisar de cautela o que era  claramente necessário
Pessoas passaram por ela naquela noite de conquista e ela se permitiu dar início a algo que já acreditava a muito tempo
Ela não era a mais bela nem de perto e provavelmente nem de longe mas tudo que ela viu e ouviu até agora foi o suficiente para saber que ela não precisava ser, estava onde deveria estar
A mais bela não sentiu o que ela sentiu
A mais bela estava presa e emaranhada em si mesma para notar a essência, era só mais uma bela qualquer

Lamento pela mais bela ela não viu a beleza inegável da noite nem verá, não enquanto só enxergar a si
Tudo aconteceu melhor que o esperado como um zoom maravilhoso na perspectiva
Ela era a mais feliz por motivos simples e complexos porém sinceros.





sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Os Benefícios Terapêuticos do Big Mac

OK. Eu adoraria dizer que atravesso velhinhas no sinaleiro, mas não é verdade. Na realidade eu nunca encontrei uma velhinha no sinaleiro. E eu acho que do jeito que o mundo está andando, as velhinhas devem ter medo de quem se aproxima delas num raio de dez metros, provavelmente com medo de um assalto. Onde fomos parar? Não sei se posso afirmar que isso era diferente décadas a atrás, eu não estava lá, e aprendi a duvidar de tudo que eu não tenha absoluta certeza. Afinal, não deixamos de ser humanos não é? Nossos sentidos, instintos e sentimentos não mudaram desde então. É importante tentar ignorar a si próprio por um momento, ouvir ver e sentir ao redor. Levar um pouquinho de felicidade às pessoas é possível. Um elogio sincero, um abraço, uma ajuda, e até apenas deixar algumas palavrinhas in Box. Surpresas agradáveis deixam a vida ainda mais bonita. Eu me peguei pensando nisso quando recebi um Big Mac hoje. “Estava passando na frente do Mc Donald’s, lembrei que você gosta e trouxe pra você” É muito bom, não é mega bom saber que existe pessoas legais que se importam com a gente, e os dois hambúrgueres do lanche me disseram  que é ótimo ser lembrado.



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O Pôr do Sol e a Cidade

Era o inicio de uma jornada, não tão longa, porém um tanto exaustiva. Estava sentada em um DKV- 59, sem capota, e o vento lambia meu rosto e brincava com meus cabelos, a sensação era de que se eu fechasse os olhos e acreditasse de verdade eu poderia voar. Ao longo na avenida eu via rostos, não os via realmente eram apenas parte do cenário, as calçadas não estavam vazias nem cheias, perfeito. Ao longo do percurso era inevitável olhar como a luz dos primeiros minutos do pôr do sol, cintilava em tudo. Nesse momento eu não me importei que fosse verão, queria ver a luz da estrela que se punha, o calor não importava.
Depois a noite caiu, e a temperatura ainda era boa. Olhava para cima e podia ver as estrelas, pelo menos o tanto de estrelas que se vê no centro de uma cidade pequena. Peguei um pequeno aparelho cinza e fino, e escolhi canções que soavam tranquilas e animadas, e pela primeira vez eu ouvi música boa soando naquela avenida. Tudo parecia um pouco diferente, mas não era a paisagem, era eu. Eu estava irrevogavelmente diferente.



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Silêncio Gritante

De repente me vi num espaço grande, vazio e silencioso. Meu músculo cardíaco pesava mil quilos e minha garganta estava seca mesmo depois de toda aquela água que eu bebi.  Eu não podia ser superficial com aquilo, podia ser superficial com qualquer coisa, com aquilo não. A falta de barulho estava me deixando ainda mais angustiada se é que isso é possível, minhas mãos tremiam e o resto já não importava tanto. Eu queria saber o porquê. E me sentia tão impotente... Pior sentimento que a impotência não existe. Você poderia dizer que o pior de todos os sentimentos é o ódio, mas não é. Quando você odeia, você está fazendo algo. Tem um alvo a odiar, você é ativo, pode destruir. Por isso eu digo que o pior de todos os sentimentos é a impotência. Não há NADA que se possa fazer, não há como destruir ou reparar, a única coisa que ela te deixa é você mesmo,e um buraco.


sábado, 18 de janeiro de 2014

A Verdade Jorra Sangue

Por que as pessoas não querem ouvir a verdade?  Por que é insultante ser sincero? Talvez a verdade não seja sempre algo bom, mas ela precisa ser dita. Mencionar as falhas ajuda a reparar os danos, mesmo que o processo seja doloroso. É extremamente irritante quando as pessoas que se julgam as mais corretas da galáxia se  incomodam com apontar seus pequenos podres defeitos. A verdade é um punhal no ego. Por que é tão horrível ouvir que você está errado? E porque não podemos ter nossos valores próprios? Não somos cópias(malfeitas). E eu realmente detesto pessoas sem opinião, mas isso é outra história.