Páginas

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Os Benefícios Terapêuticos do Big Mac

OK. Eu adoraria dizer que atravesso velhinhas no sinaleiro, mas não é verdade. Na realidade eu nunca encontrei uma velhinha no sinaleiro. E eu acho que do jeito que o mundo está andando, as velhinhas devem ter medo de quem se aproxima delas num raio de dez metros, provavelmente com medo de um assalto. Onde fomos parar? Não sei se posso afirmar que isso era diferente décadas a atrás, eu não estava lá, e aprendi a duvidar de tudo que eu não tenha absoluta certeza. Afinal, não deixamos de ser humanos não é? Nossos sentidos, instintos e sentimentos não mudaram desde então. É importante tentar ignorar a si próprio por um momento, ouvir ver e sentir ao redor. Levar um pouquinho de felicidade às pessoas é possível. Um elogio sincero, um abraço, uma ajuda, e até apenas deixar algumas palavrinhas in Box. Surpresas agradáveis deixam a vida ainda mais bonita. Eu me peguei pensando nisso quando recebi um Big Mac hoje. “Estava passando na frente do Mc Donald’s, lembrei que você gosta e trouxe pra você” É muito bom, não é mega bom saber que existe pessoas legais que se importam com a gente, e os dois hambúrgueres do lanche me disseram  que é ótimo ser lembrado.



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O Pôr do Sol e a Cidade

Era o inicio de uma jornada, não tão longa, porém um tanto exaustiva. Estava sentada em um DKV- 59, sem capota, e o vento lambia meu rosto e brincava com meus cabelos, a sensação era de que se eu fechasse os olhos e acreditasse de verdade eu poderia voar. Ao longo na avenida eu via rostos, não os via realmente eram apenas parte do cenário, as calçadas não estavam vazias nem cheias, perfeito. Ao longo do percurso era inevitável olhar como a luz dos primeiros minutos do pôr do sol, cintilava em tudo. Nesse momento eu não me importei que fosse verão, queria ver a luz da estrela que se punha, o calor não importava.
Depois a noite caiu, e a temperatura ainda era boa. Olhava para cima e podia ver as estrelas, pelo menos o tanto de estrelas que se vê no centro de uma cidade pequena. Peguei um pequeno aparelho cinza e fino, e escolhi canções que soavam tranquilas e animadas, e pela primeira vez eu ouvi música boa soando naquela avenida. Tudo parecia um pouco diferente, mas não era a paisagem, era eu. Eu estava irrevogavelmente diferente.



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Silêncio Gritante

De repente me vi num espaço grande, vazio e silencioso. Meu músculo cardíaco pesava mil quilos e minha garganta estava seca mesmo depois de toda aquela água que eu bebi.  Eu não podia ser superficial com aquilo, podia ser superficial com qualquer coisa, com aquilo não. A falta de barulho estava me deixando ainda mais angustiada se é que isso é possível, minhas mãos tremiam e o resto já não importava tanto. Eu queria saber o porquê. E me sentia tão impotente... Pior sentimento que a impotência não existe. Você poderia dizer que o pior de todos os sentimentos é o ódio, mas não é. Quando você odeia, você está fazendo algo. Tem um alvo a odiar, você é ativo, pode destruir. Por isso eu digo que o pior de todos os sentimentos é a impotência. Não há NADA que se possa fazer, não há como destruir ou reparar, a única coisa que ela te deixa é você mesmo,e um buraco.


sábado, 18 de janeiro de 2014

A Verdade Jorra Sangue

Por que as pessoas não querem ouvir a verdade?  Por que é insultante ser sincero? Talvez a verdade não seja sempre algo bom, mas ela precisa ser dita. Mencionar as falhas ajuda a reparar os danos, mesmo que o processo seja doloroso. É extremamente irritante quando as pessoas que se julgam as mais corretas da galáxia se  incomodam com apontar seus pequenos podres defeitos. A verdade é um punhal no ego. Por que é tão horrível ouvir que você está errado? E porque não podemos ter nossos valores próprios? Não somos cópias(malfeitas). E eu realmente detesto pessoas sem opinião, mas isso é outra história.