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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Carta de um Astronauta Na Fronteira

Me chame de egoísta, me ignore, me perturbe com palavras mal feitas, meus olhos discorrem em lágrimas de fúria e sinto que elas são venenosas, meu coração bate sem ritmo obedecendo a angústia e ao excesso de algo que espero não ser ódio. Porque o politicamente correto é não sentir ódio, "é um sentimento desprezível o de odiar" diziam as supostas pessoas que não sentem ódio. Nada além de falsas verdades por trás do verdadeiro lunático que por mais que as situações apontem, não sou eu.

Me chame de egoísta, me ignore, me perturbe com palavras mal feitas, eu não sou diferente. Talvez seja. Por que me sinto culpado por ter falado em ódio? Mas é o que sinto, por que devo omitir? Para ser bom? Não sou bom. Todos tem dois lados de si, lado obscuro, lado límpido. Piedade de nossas almas para que o obscuro não nos tome o controle.

Me chame de egoísta, me ignore, me perturbe com palavras mal feitas, porque não sei o que é a vida, só sei que quero vivê-la.

"Ah o Pacífico, milhas de distância... olhe como o céu é turquesa, como as ondas vão e voltam no litoral translúcido."

Sou muito jovem para dar explicações plausíveis sobre meus devaneios.

Não me importa se sou chamado de egoísta, se me ignoram ou se me dizem palavras mal feitas, nasci para ser o que sou. Minha pequena mente voadora se alegra de poder admitir seu próprios sentimentos, está satisfeito em não sentir seu próprio ódio? Ótimo. Prossigamos a viagem.



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