Flores Brancas. Margaridas? Não. Já tive clichês suficientes
para duas vidas! Florzinhas brancas pequenas nas gramíneas escuras. Um lago límpido
a oeste, ou seria um espelho? Se o bom senso não fosse algo extremamente
valorizado, digamos que poderia realmente ser um espelho. O que haveria do
outro lado do espelho? O que há do outro lado quando o Universo se finda? O
Universo é infinito. Quão grande é o infinito? Ninguém voltaria vivo de uma
viagenzinha à galáxia mais próxima. Na verdade não estaríamos vivos em 1/20.000
da ida. Parece solitário estar na Borda
Ocidental, vinte milhões de anos de outra das incontáveis galáxias. Não
chegamos nem na pontinha do iceberg do infinito, mas não nos impede de querer
saber o que vem depois. Não gostamos de perguntas das quais não sabemos as
respostas. Só sabemos lidar com conceito de base começo-fim. O que tem depois
do fim é um mistério e essa é toda a graça! Todos amam um bom mistério! E que tal
o maior mistério da humanidade? Sem nenhuma perspectiva de encontrar uma
resposta! É por isso que é tão importante. Qual é a graça de descobrir a maior
surpresa de todas? Prefiro ficar em minhas especulações. A maior pergunta da
humanidade, consegue imaginar a magnitude da resposta?
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